Supermercado Lidl com fachada envidraçada e parque de estacionamento vazio

Lidl ganha quota e chega aos 13,8% nas compras de grande consumo

O Lidl aumentou a sua quota em valor nas compras de bens de grande consumo para consumo no lar em Portugal, passando de 12,6% para 13,8% no acumulado de 2026 até 9 de agosto, face ao período homólogo. Os dados da Worldpanel by Numerator, partilhados em exclusivo com a Grande Consumo, mostram que a insígnia também ganhou peso em volume e visitas.

O avanço de 1,2 pontos percentuais é o maior entre as principais insígnias discriminadas na apresentação do Retail Check-Up, realizada a 30 de setembro. A análise acompanha as compras das famílias através do Painel de Compras In Home da Worldpanel by Numerator.

O reforço do Lidl verifica-se nas três dimensões analisadas. Além da subida em valor, a quota em volume passou de 14,3% para 15,5%, enquanto o peso no total de visitas aumentou de 13,8% para 14,4%.

A evolução mostra que a insígnia captou uma parcela maior do gasto, do volume comprado e das deslocações dos consumidores aos diferentes retalhistas. Os indicadores medem quotas de mercado e de visitas, não a variação do valor médio de cada compra.

Sonae mantém a liderança e Jerónimo Martins avança

A Sonae manteve a liderança em valor, com uma quota de 27,5%, praticamente estável face aos 27,6% do período homólogo de 2025. Em paralelo, aumentou a quota em volume de 27,1% para 27,3% e a quota de visitas de 19,7% para 20,6%.

A Jerónimo Martins registou um ganho de 0,8 pontos percentuais em valor, passando de 21,4% para 22,2%. O grupo também reforçou o peso em volume, de 20,2% para 21%, e nas visitas, de 18,7% para 19%.

A Mercadona manteve uma quota em valor de 7,4% e a Aldi subiu de 2,9% para 3%. Em sentido contrário, o Intermarché recuou de 6,5% para 6,1%, o conjunto Auchan e Minipreço de 6,3% para 5,5% e o comércio tradicional de 6,6% para 6,3%.

Frescos e conveniência ajudam a explicar a evolução

A apresentação identifica frescos, congelados e comida pronta como categorias que ganharam peso em valor no cabaz em 2026. Dentro destas áreas, destaca o contributo do Pingo Doce na carne e no peixe fresco, do Lidl no peixe preparado e nas batatas, e do Continente nas pizzas e refeições prontas.

A análise permite perceber que o crescimento das insígnias se apoia em diferentes categorias e missões de compra. Captar mais visitas e desenvolver o cabaz são dimensões que coexistem, com resultados distintos entre operadores.

A importância de chegar a mais compradores surge também numa análise da Worldpanel by Numerator a 360 períodos: em 76% das ocasiões em que um retalhista cresceu em valor, esse crescimento foi acompanhado por um aumento da penetração, isto é, da proporção de compradores alcançados.

Os resultados referem-se ao universo de bens de grande consumo para consumo no lar acompanhado pelo painel. Não representam quotas sobre a totalidade da atividade do retalho português.

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