O Bacalhôa Moscatel Roxo Superior 10 Anos foi galardoado com uma Medalha de Ouro na edição de 2026 dos Decanter World Wine Awards (DWWA).
O concurso de vinhos, um dos maiores e mais influentes a nível mundial, é realizado através de provas cegas por um painel internacional de especialistas, que inclui Masters of Wine e Master Sommeliers. Neste rigoroso escrutínio, as Medalhas de Ouro são atribuídas exclusivamente a vinhos avaliados como excecionais e verdadeiramente memoráveis.
Produzido na região de Setúbal, o Bacalhôa Moscatel Roxo Superior 10 Anos destacou-se pelo perfil único, complexidade e elegância. Nas notas de prova oficiais, o painel internacional descreve “profundas notas de envelhecimento cor de mogno, com presença de figo, tâmara, uva passa e compota de laranja amarga“, destacando ainda “irresistível e denso, envolto numa perfeita sinfonia agridoce. Um final excecionalmente longo“.
A tradição do Moscatel Roxo
A história da Bacalhôa Vinhos de Portugal cruza-se com a da Península de Setúbal, região que é berço de grandes vinhos generosos em Portugal. Ao longo de décadas, a Bacalhôa tem preservado a arte de criar Moscatéis.
Entre as castas utilizadas destaca-se o Moscatel Roxo, uma variedade rara e de baixa produção que chegou a estar em vias de extinção. A Bacalhôa assumiu um papel pioneiro e fundamental na preservação e valorização desta casta, reconhecendo o seu potencial para produzir vinhos de complexidade e elegância.
Ao contrário do Moscatel branco tradicional, a variante roxa confere aos vinhos um carácter mais floral, especiado e denso, características que se desenvolvem durante o estágio em madeira.
Na Bacalhôa, a produção de um Moscatel Roxo Superior é um exercício de paciência e respeito pelo tempo. O envelhecimento ocorre no silêncio das caves, em meias pipas de carvalho e é nesta lenta oxidação, sujeita às oscilações térmicas naturais de Azeitão ao longo de 10 anos ou mais, que o vinho adquire a sua cor topázio escuro, a textura aveludada e a complexidade aromática.















