O Wine Destination Portugal regressa em 2026 ao Alentejo, com uma edição que decorrerá em Beja e terminará em Évora, reunindo produtores nacionais e compradores internacionais especializados em enoturismo.
O evento mantém um modelo assente em reuniões B2B previamente preparadas, com agendas personalizadas em função do perfil dos expositores e dos interesses dos buyers. A organização limita a participação a cerca de 30 expositores, procurando privilegiar a qualidade dos contactos e a criação de oportunidades comerciais concretas.
A edição deste ano estabelecerá ainda uma ligação simbólica a Évora Capital Europeia da Cultura 2027, reforçando a projeção internacional do Alentejo enquanto destino de enoturismo.
Agendas personalizadas procuram aumentar potencial de negócio
Cada expositor recebe uma agenda individual de reuniões, organizada pela equipa do Wine Destination Portugal a partir da análise das empresas participantes e dos interesses manifestados pelos compradores internacionais. O objetivo é garantir que todos os expositores têm contacto com todos os buyers presentes e que cada reunião apresenta potencial efetivo de negócio.
A organização assume que o modelo não pretende maximizar o número de contactos realizados, mas criar condições para que os encontros possam evoluir para relações comerciais, novas parcerias e oportunidades de internacionalização.
“A internacionalização do enoturismo português exige mais do que marcar presença em eventos internacionais. Exige encontros preparados, interlocutores qualificados e tempo para construir relações de confiança. Foi precisamente para responder a esse desafio que nasceu o Wine Destination Portugal”, afirma Bruno Gomes, responsável pela organização.
Participação limitada a cerca de 30 expositores
A dimensão reduzida constitui um dos elementos diferenciadores do evento. Com um máximo aproximado de 30 expositores, a organização pretende assegurar acompanhamento próximo, reuniões com maior profundidade e tempo suficiente para que produtores e operadores internacionais possam conhecer melhor as respetivas propostas.
O formato procura contrariar a lógica de eventos de grande escala, nos quais o volume de contactos pode dificultar o aprofundamento das relações comerciais. As duas primeiras edições, realizadas no Alentejo e na região de Lisboa, Setúbal e Tejo, reuniram dezenas de produtores nacionais com compradores internacionais previamente selecionados.
Segundo a organização, a preparação das agendas, a qualidade dos interlocutores e o ambiente de proximidade estiveram entre os aspetos mais valorizados pelos participantes.
Organização pretende renovar 90% dos buyers
A seleção dos compradores internacionais privilegia operadores especializados em enoturismo, travel designers de posicionamento premium, DMC e agências boutique com experiência na comercialização de Portugal enquanto destino turístico.
Em cada edição, a organização procura renovar cerca de 90% dos buyers convidados, dando prioridade a operadores que participam pela primeira vez no evento e que demonstram interesse efetivo em incorporar Portugal nas suas propostas comerciais. Esta renovação pretende aumentar as possibilidades de contacto com novos mercados e reduzir a repetição de interlocutores entre edições.
O matching procura ainda aproximar os diferentes perfis da oferta portuguesa das necessidades concretas dos compradores, considerando fatores como posicionamento, características dos projetos e experiências de enoturismo disponíveis.
Networking prolonga-se para além das reuniões
Além da agenda formal de encontros B2B, o programa inclui vários momentos destinados ao networking informal. Sessões de boas-vindas, almoços, coffee breaks, wine breaks, provas de vinho e um jantar de encerramento permitem prolongar a interação entre produtores e compradores num contexto menos formal.
Durante o evento, o Wine Lounge funcionará também como espaço de degustação e descoberta de vinhos portugueses entre reuniões.
A organização considera que estes momentos são particularmente relevantes num sector em que a construção de confiança e o conhecimento pessoal dos projetos podem influenciar a decisão dos operadores internacionais.
Buyers conhecem projetos nos próprios territórios
Após a componente de negócio, os compradores internacionais participam nas chamadas Uncorking Experiences, visitas destinadas a apresentar os territórios, os produtores e as experiências de enoturismo no seu contexto real.
A iniciativa procura complementar a informação apresentada nas reuniões com contacto direto com os locais, as paisagens, as pessoas e as características culturais de cada projeto.
“O território faz parte da experiência. Queremos que os buyers conheçam não apenas os vinhos, mas também as pessoas, a cultura e a autenticidade que distinguem cada projeto”, afirma Susanna Tocca, responsável pela organização.
Segundo a responsável, esta experiência pode reforçar a confiança dos operadores e aumentar a possibilidade de os projetos portugueses serem incorporados nas respetivas ofertas internacionais.
Beja e Évora recebem edição de 2026
De carácter itinerante, o Wine Destination Portugal regressa este ano ao Alentejo, região que recebeu também a primeira edição. O programa terá início em Beja e terminará em Évora, numa opção que pretende associar a promoção do enoturismo à valorização territorial e à projeção internacional da região.
A passagem por Évora estabelece igualmente uma ligação à Capital Europeia da Cultura 2027, procurando aproveitar a visibilidade internacional associada à cidade no próximo ano.
As inscrições destinadas aos expositores encontram-se abertas até 16 de outubro, estando a participação limitada às vagas disponíveis.








