Os novos Vinho de Talha Branco e Vinho de Talha Tinto dão continuidade ao legado do Herdade do Rocim Clay Aged e reafirmam a aposta da marca numa das mais antigas tradições vínicas portuguesas.
Através de duas novas referências que representam “a evolução de um projeto que contribuiu para afirmar o Vinho de Talha contemporâneo em Portugal”, a Rocim diz responderem “ao crescente interesse por vinhos de expressão artesanal, práticas mais naturais e produtos ligados à origem e ao território“.
Os novos vinhos mantêm a filosofia que esteve na origem do Herdade do Rocim Clay Aged: respeitar a tradição da Vidigueira e valorizar o barro como elemento central da vinificação e da identidade do vinho. Para a Herdade do Rocim, a produção de vinho de talha no século XXI representa não apenas a preservação de uma técnica ancestral, mas também a demonstração de que determinadas tradições permanecem atuais.
Fermentação e estágio integralmente em barro
Os dois vinhos, da colheita de 2025 e com DOC Alentejo, são produzidos a partir de castas autóctones provenientes de vinhas velhas de sequeiro, instaladas em solos pouco produtivos de origem granítica. O branco junta Perrum, Diagalves e Manteúdo, enquanto o tinto combina Tinta Grossa, Alfrocheiro e Moreto.
A fermentação decorre em talhas de barro segundo o método ancestral, com leveduras indígenas e sem qualquer adição ou correção do mosto. O processo inclui uma maceração prolongada das películas até ao dia de São Martinho, celebrado a 11 de novembro, momento que define o perfil estrutural dos vinhos.
Após essa data, o vinho é separado das massas sólidas e transferido para talhas de barro fechadas. O estágio compreende três meses em talhas tradicionais, com contacto pelicular, seguidos de seis meses em talhas fechadas, sem contacto pelicular, beneficiando da micro-oxigenação natural proporcionada pelo barro.
Herdeiros conceptuais do anterior Herdade do Rocim Clay Aged, os novos vinhos são integralmente fermentados e estagiados em barro, apresentando, segundo a marca, um perfil puro, preciso e ligado ao território.
“O vinho de talha ensina-nos precisamente aquilo de que hoje sentimos mais falta: tempo. Tempo para esperar, para compreender a natureza e para respeitar os seus ritmos. Num mundo cada vez mais acelerado, acreditamos que esta forma de fazer vinho responde ao desejo crescente de genuinidade, de origem e de experiências verdadeiras”, afirma Pedro Ribeiro, enólogo e CEO do Rocim.
Perfil
Em termos de notas de prova, o Vinho de Talha Branco apresenta cor dourada, aromas de pederneira, giz e rocha molhada e um perfil fresco, mineral, salino e estruturado, enquanto O Vinho de Talha Tinto evidencia notas terrosas, fruta vermelha e grafite, com tanino firme, acidez expressiva e potencial de guarda.
Ao longo dos últimos anos, o Vinho de Talha deixou de estar associado apenas à tradição do Alentejo e conquistou novos consumidores em Portugal e nos mercados internacionais, atraídos pela pureza dos processos, pela mínima manipulação e pela ligação ao território.
“Hoje, o consumidor não procura apenas um bom vinho. Quer conhecer quem o produz, compreender a paisagem onde nasce e descobrir a história que existe por detrás de cada garrafa. O Vinho de Talha oferece exatamente essa ligação entre património, território e identidade, que percebemos a cada edição do Amphora Wine Day que concretizamos”, acrescenta Pedro Ribeiro.








