A Novo Verde cumpriu, em 2025, a meta nacional de reciclagem de embalagens. Assim, atingiu uma taxa global de 65% no primeiro ano de aplicação do novo regime do SIGRE, que passou a abranger fluxos urbanos e não urbanos.
No total, reciclaram-se 106.299 toneladas de resíduos de embalagens, das quais 58.194 toneladas correspondem ao fluxo urbano e 48.105 ao não urbano. O desempenho reflete, segundo a entidade, a adaptação ao novo enquadramento legal e o reforço do compromisso com a economia circular.
No segmento urbano, a Novo Verde registou um crescimento de 26% face a 2024 e superou as metas em vários materiais. De facto, o plástico atingiu 59%, acima dos 50% exigidos. Por sua vez, o aço chegou aos 95%;e o papel/cartão alcançou 77%, também acima dos objetivos definidos. As receitas associadas à valorização destes materiais cresceram 6%.
Fluxo não urbano
Já no fluxo não urbano, superaram-se igualmente todos os objetivos. O vidro atingiu 79% (face a uma meta de 65%), o plástico 60% e o alumínio 53%. Já a madeira e o aço registaram 30% e 85%, respetivamente, todos acima dos mínimos estabelecidos.
O ano ficou também marcado por um crescimento expressivo da base de aderentes, que aumentou 203%, passando de 333 para 1.008 empresas. No total, declararam-se 163.101 toneladas de embalagens colocadas no mercado, das quais cerca de dois terços foram encaminhadas para reciclagem.
Para Pedro Simões, diretor-geral da Novo Verde, os resultados demonstram a capacidade de adaptação da organização. “Atingir a meta global de 65% num ano de transição e de novas exigências regulamentares evidencia a resiliência da equipa e o compromisso crescente das empresas e da população”.
Em paralelo, a entidade reforçou a aposta em inovação e sensibilização, com projetos como o “Transformarium”, um centro dedicado à literacia ambiental, e iniciativas focadas na otimização da recolha e valorização de resíduos.








