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O grupo chinês Anta Sports Products apresentou uma oferta para adquirir os 29% do capital da Puma detidos pela família Pinault, através da holding Artemis.
Segundo avançou a Reuters, a proposta foi feita há algumas semanas e conta com financiamento assegurado, embora as negociações se encontrem atualmente paradas. A possibilidade de uma entrada da Anta no capital da Puma já tinha sido avançada anteriormente, quando o grupo chinês admitiu estar a analisar uma potencial aquisição.
De acordo com fontes citadas pela Reuters, a Artemis esperaria um valor superior a 40 euros por ação, acima da atual cotação da empresa alemã. Após a divulgação da notícia, as ações da Puma subiram cerca de 9%, atingindo o nível mais elevado desde maio de 2025. Ainda assim, a capitalização bolsista da empresa ronda 3,3 mil milhões de euros, cerca de 50% abaixo da registada há um ano.
Um ativo “não estratégico”
A Puma atravessa um período de forte pressão operacional, com quebras nas vendas e dificuldades em gerar tração com novos lançamentos, o que levou à nomeação de Arthur Hoeld como novo diretor executivo e à implementação de um plano de reestruturação. A empresa anunciou recentemente o despedimento de cerca de 900 colaboradores da sede central.
De acordo com dados avançados pela Modaes, a empresa alemã registou uma queda de 8,5% nas vendas nos primeiros nove meses do exercício, para 5.973,9 milhões de euros, e acumulou perdas de 308,9 milhões de euros no período, face a lucros no ano anterior.
A Artemis é dirigida por François-Henri Pinault, presidente da Kering, grupo de luxo que integra marcas como a Gucci. A participação na Puma passou para a holding familiar em 2018, quando a Kering se reposicionou como um grupo exclusivamente dedicado ao luxo, tendo sido desde então encarada como um ativo não estratégico. Para já, não há indicação de que as negociações estejam perto de uma conclusão.



