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5 tendências para o retalho em 2021

Foto Shutterstock

Impulsionar a rentabilidade do online, criar espaços de compra seguros e trazer a experiência do fora do lar para casa estão entre as principais tendências que, de acordo com a IGD, deverão marcar o retalho em 2021.

Após um 2020 disruptivo, cinco tendências se destacam para este ano: digitalização, e-commerce, consumo no lar, saúde e sustentabilidade.

 

Digitalização

Em 2021, vai haver uma ainda maior aposta na melhoria das operações através do digital. Nesse sentido, serão introduzidas mais tecnologias digitais que têm um baixo nível de investimento de capitais e que são facilmente escaláveis. As parcerias com terceiros deverão, também, acelerar essa introdução.

Paralelamente, antecipa-se uma maior utilização de “machine learning” e da inteligência artificial ao nível das lojas, de modo a catalisar as receitas e aumentar a satisfação dos consumidores.

Como nota Toby Pickard, responsável de inovação na IGD, a pandemia acelerou os conhecimentos e capacidades digitais quer dos retalhistas, quer dos próprios consumidores. “Várias empresas têm vindo a testar e a aprender com as novas iniciativas digitais e, em 2021, necessitarão de dar um passo adicional de modo a melhorá-las e implementá-las em larga escala. A transformação digital irá requerer uma nova liderança e cultura empresarial, à medida que as empresas criam formas de trabalhar flexíveis e ágeis”.

 

E-commerce

Em 2021, os retalhistas também irão procurar reduzir os seus custos operacionais, de modo a acomodar o online, melhorar os processos e a automação. Nesse processo, irão encorajar os consumidores a adotarem mais as opções de “click and collect”, ao mesmo tempo que estudam outras soluções de entregas rápidas. “Com muitos consumidores a usarem o canal online para as suas compras semanais, estamos a ver os retalhistas a focarem-se na melhoria das opções de recolha, de modo a melhorar a sua rentabilidade”, sublinha Toby Pickard.

 

Consumo no lar

Outra das tendências observadas pela IGD prende-se com a necessidade de trazer para dentro do lar as experiências que se tinham fora de casa. Por exemplo, ao nível das refeições, passa por as tornar mais inspiradoras, razão pela qual os retalhistas estão a apostar na criação de soluções alimentares para todo o tipo de ocasiões.

Desse modo, procura capturar a parte dos gastos que, anteriormente, acontecia fora de casa.

 

Saúde

2021 passará também por uma abordagem holística da saúde, onde se inclui também o bem-estar. Os consumidores continuarão a procurar produtos de higiene e desinfeção pessoais e para a casa e os retalhistas e as marcas a tentar diferenciarem-se, ao ajudarem os consumidores a viver de um modo mais saudável.

Como tal, deverão surgir mais soluções personalizadas, seja através de assistentes ou de ferramentas digitais, como as apps. A saúde pessoal irá crescer em importância, mas convém não esquecer que a acessibilidade, em termos económicos, ganha relevância em épocas de crise.

 

Sustentabilidade

Com as alterações climáticas a não saírem das agendas, cada vez mais retalhistas desenvolvem iniciativas que permitam alcançar os objetivos nesta matéria, como as associadas à redução do plástico e do desperdício alimentar. Este tipo de iniciativas permite gerar confiança, fidelização e um melhor relacionamento com o consumidor, os colaboradores e as comunidades.

O sector enfrentou desafios sem precedentes e teve de se adaptar às políticas governamentais em constante mudança e às alterações no comportamento do consumidor e do shopper. Ao planearem para 2021, as empresas deverão considerar os dois principais fatores de variação da pandemia: a evolução potencial do vírus (desde a hipótese da sua contenção à de vários surtos seguidos de confinamentos) e o desenvolvimento da economia (desde a rápida recuperação à manutenção da crise durante muito tempo)”, conclui Toby Pickard.

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