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47% do gasto em produtos frescos dos seniores vai para frutas e legumes

47% do gasto em produtos frescos consumidos atualmente pelas pessoas com mais de 60 anos vai para frutas e legumes e esta percentagem tenderá a aumentar. Deste consumo ainda, 10% vai para peixe, valor que se manterá. 44% diz respeito diz à carne, cujo consumo irá, por seu turno, diminuir.

Os dados são de um estudo feito pela Kantar Worldpanel para a Mercabarna, apresentado durante o congresso da World Union of Wholesale Markets. O estudo destaca que as grandes tendências previstas para o consumo de frescos, desde a atualidade até 2030, resumem-se em oito aspetos chave: haverá mais gente no mundo, serão consumidores mais envelhecidos, com maior disponibilidade de rendimentos, com menos tempo, mais conhecedores de tecnologia e que querem consumidor alimentos mais saudáveis e locais.

Tendo em conta estas tendências, haverá dois segmentos de consumidores importantes e com distintas necessidades. Por um lado, as pessoas com mais de 60 anos, que serão cada vez mais, dados os avanços da medicina, e os consumidores fora dessa faixa etária. Ambos estarão mais sozinhos, já que as mudanças socioeconómicas que atualmente se observam indicam um aumento dos lares onde vive apenas uma pessoa.

Como os consumidores com mais de 60 anos têm mais tempo livre, farão as suas compras com mais frequência, optando por embalagens mais pequenas devido às suas maiores dificuldades em carregar pesos. Este perfil de consumidor privilegiará o pequeno comércio de proximidade e conveniência, sempre que este responda às suas necessidades de atendimento personalizado e boa relação qualidade/preço.

O outro segmento de consumidores terá um poder de compra mais elevado, mas menos tempo para fazer compras ou cozinhar. Nesse sentido, o consumo dentro do lar irá diminuir consideravelmente, enquanto o consumo fora do lar tenderá a aumentar, assim como de produtos que poupem tempo na cozinha. Isto resultará, da parte destes consumidores, numa descida da compra de frescos, através dos canais tradicionais. Este perfil de consumidor irá comprar mais nos supers e hipermercados, porque ali podem abastecer-se de tudo de uma só vez e terá um perfil mais tecnológico. Na Europa, dentro de oito a 10 anos, o e-commerce terá, em média, 10% de quota do mercado alimentar. Tratam-se de consumidores exigentes quanto aos produtos que consomem, privilegiando os alimentos saudáveis, locais e ecológicos, e estão dispostos a pagar por isso.

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