in

Reino Unido considera imposto sobre comércio eletrónico

Foto Shutterstock

O governo do Reino Unido está a explorar a possibilidade de um imposto sobre as vendas online, à medida que a crise da Covid-19 está a acelerar a deterioração das ruas comerciais em todo o país.

De acordo com o The Guardian, o governo britânico está a considerar várias formas de mudar o equilíbrio entre os gastos online e os gastos em lojas físicas. Um número recorde de lojas de rua está a desaparecer, em parte devido aos sucessivos confinamentos, e teme-se que as cidades fiquem permanentemente diferentes quando as medidas contra o coronavírus forem, novamente, relaxadas.

Alguns políticos acreditam que um imposto sobre o comércio eletrónico poderia ajudar a prevenir esta situação, mas o British Retail Consortium, entre outros, já alertou para o facto de que esse imposto também atingirá os lojistas de rua que possuam uma loja online. Além disso, a medida também levará a preços mais altos para os consumidores, que já se ressentem da situação de crise.

Os CEOs de alguns grandes retalhistas, incluindo a Tesco, a Morrisons, a Asda e a Waterstones, são a favor do imposto online. Estes insistem, particularmente, em condições de igualdade. No Reino Unido, os retalhistas são parcialmente tributados sobre o espaço de retalho em que operam (as chamadas “taxas comerciais”). Isso dá aos “players” que operam exclusivamente online, como a Amazon, uma grande vantagem.

Impulsionados pela crise da Covid-19, os gastos online, no Reino Unido, aumentaram 46% no ano passado. O comércio eletrónico representa, agora, 30% do total das vendas a retalho.

 

Amazon

As vendas da Amazon aumentaram, no ano passado, em 51%, para os 19,4 mil milhões de libras (22,1 mil milhões de euros). A consultora imobiliária Altus Group calculou que a empresa norte-americana tinha uma taxa de imposto sobre faturação (imposto sobre percentagem da receita) de apenas 0,37%, em comparação com uma média de 2,3% para os retalhistas tradicionais.

A Amazon já respondeu declarando que investiu mais de 23 mil milhões de libras (26,2 mil milhões de euros), no Reino Unido, desde 2010. “No ano passado, criámos 10 mil novos empregos e, na semana passada, anunciámos mil novos estágios. Este investimento contínuo contribuiu para uma receita fiscal total de 1,1 mil milhões de libras (1,25 mil milhões de euros) em 2019: 293 milhões de libras (334 milhões de euros) em impostos diretos e 854 milhões de libras (972 milhões de euros) em impostos indiretos“, disse um porta-voz.

Publicidade

Insolvências

Constituições caem 43% em janeiro e insolvências aumentam mais de 15%

Metro

Metro nomeia Steffen Greubel como novo CEO