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A Nestlé decidiu sair da Dairy Methane Action Alliance, uma iniciativa global lançada em 2023 para reduzir as emissões de metano associadas à produção de leite.
A empresa não avançou explicações para a sua saída, mas garantiu que continuará comprometida com a redução das emissões de gases com efeito de estufa em toda a cadeia de valor, mantendo a meta de neutralidade carbónica em 2050.
Aliança juntava Danone, Kraft Heinz e Starbucks
Criada pela Environmental Defense Fund (EDF), a aliança reúne empresas como Danone, Kraft Heinz e Starbucks, que assumiram o compromisso de medir e divulgar publicamente as emissões de metano das suas cadeias de abastecimento, bem como de apresentar planos concretos para a sua redução.
O metano é cerca de 30 vezes mais potente do que o CO₂ no aquecimento global, sendo um dos principais focos de ação climática. A agricultura é responsável por quase 40% das emissões globais de metano de origem humana, sobretudo resultantes da pecuária.
Nestlé reforça compromisso climático apesar da saída
A saída da Nestlé representa mais um revés para coligações corporativas dedicadas ao clima, numa altura em que vários grandes bancos abandonaram iniciativas semelhantes.
Num comunicado citado pela Reuters, a multinacional suíça afirmou que revê regularmente as suas afiliações externas e que, na sequência desse processo, decidiu descontinuar a sua participação na aliança.
A empresa destacou, no entanto, que continua a avançar com o seu Dairy Climate Plan, que já permitiu reduzir as emissões de metano em quase 21% entre 2018 e 2024.
No mesmo dia em que anunciou a saída da aliança, a Nestlé revelou uma parceria com a World Farmers’ Organisation para reforçar a resiliência dos sistemas alimentares às alterações climáticas, sinalizando que continuará a trabalhar em iniciativas de sustentabilidade independentemente da coligação.


