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Gelpeixe assinala 40 com nova imagem e reforço da capacidade produtiva

A assinalar, em 2017, quatro décadas de atividade, a Gelpeixe vai ampliar a sua estrutura, para dar resposta ao crescimento das exportações para os mercados da Europa e África.

Outro dos projetos é o aumento da capacidade frigorífica e sala de laboração, que se prevê que esteja concluído em final de 2018 ou início de 2019.

Fundada a 21 de janeiro de 1977 por Francisco Tarré, pai do atual administrador, Manuel Tarré, a história da Gelpeixe atravessa gerações, onde se cruza gestão, negócio e família. Em quatro décadas, a Gelpeixe soube passar de uma pequena empresa familiar, que começou por vender gelados e peixe na área da Grande Lisboa, dando origem ao nome que ainda hoje é a sua identidade, para se assumir como uma referência nacional, assim como no mercado internacional, na comercialização e distribuição de produtos congelados.

Em 40 anos, as instalações cresceram, o negócio expandiu-se e a empresa viu aumentar não só o número de produtos que comercializa e as suas marcas, como o número de funcionários que emprega. Manuel Tarré Fernandes, presidente da Gelpeixe, sublinha que “alcançar os 40 anos de atividade com sustentabilidade é um marco muito importante para nós, especialmente num sector em que a matéria-prima é determinante, mas por vezes escassa. Contudo, a resiliência e sucesso da Gelpeixe, que muito gosto me tem dado construir, deve-se fundamentalmente aos cerca de 170 trabalhadores e ao nosso compromisso com os pilares do negócio: eficácia, qualidade, know-how, inovação, sustentabilidade e responsabilidade”.

A primeira fábrica da Gelpeixe surgiu em 1979, num terreno pertencente aos avós de Manuel Tarré, num pavilhão com 540 metros quadrados, onde cerca de 15 trabalhadores cortavam e embalavam o peixe manualmente. Atualmente, a fábrica da Gelpeixe tem uma área total de mais de 10 mil metros quadrados, uma capacidade de armazenagem em frio de 20 mil metros cúbicos e uma produção de 23 toneladas diárias, suportada por cerca de 170 trabalhadores e duas unidades de produção, num total de 11 linhas. Por dia, são movimentadas 80 toneladas de carga, grande parte para transformação e embalar.

Para acompanhar o 40.º aniversário, a Gelpeixe procedeu a um projeto de “rebranding” das suas marcas, site e identidade visual, assim como nas gamas de produtos, que se traduz na modernização e distinção ao nível das embalagens e na marca Delidu. Lídia Tarré, administradora e responsável de marketing e exportação da empresa, destaca que há já algum tempo que se equacionava uma alteração na imagem da marca Gelpeixe. “Com o aproximar da celebração dos 40 anos, tornou-se mais claro que este seria o momento e, por outro lado, que não queríamos perder completamente o legado que a nossa imagem transportava – associação ao negócio de família que foi crescendo a custo e diversificando-se ao longo dos anos até chegar à mesa das famílias portuguesas. Creio que conseguimos. Temos agora uma imagem que revela quem e o que somos hoje – uma empresa sustentável, resiliente, inovadora e com um legado e know-how imenso que atualmente nos faz chegar, não só, à mesa dos portugueses, mas de muitas famílias pelo mundo fora”.

Com uma quota no mercado português de 8%, a Gelpeixe fechou o ano de 2016 com uma faturação de 53 milhões de euros e um peso das vendas externas perto de 20%. Espanha, França, Luxemburgo e Polónia são os principais mercados-clientes fora de Portugal. Em África, exporta para Angola, Cabo Verde e Moçambique. No caso do peixe, é da África do Sul que a Gelpeixe importa um terço do que vende. Fornece-se também na Escócia, Índia, passando pelo Alasca. Polvo, cavala, sardinha, carapau, peixe espada preto e douradas vêm da frota nacional. No entanto, mais de 65% do que a Gelpeixe exporta não é peixe e é por aqui que quer continuar a trilhar e a afirmar caminho.

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