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O volume do comércio a retalho na área do euro e na União Europeia registou uma quebra em maio de 2025, invertendo a trajetória positiva do mês anterior, segundo as primeiras estimativas divulgadas pelo Eurostat, o serviço de estatística da União Europeia. Em comparação com abril de 2025, o comércio a retalho corrigido de sazonalidade diminuiu 0,7% na área do euro e 0,8% no conjunto da UE.
O contraste é notório face a abril, quando os volumes tinham crescido 0,3% e 0,8%, respetivamente, nas mesmas regiões.

Análise mensal: quebras generalizadas por sector e países
No que respeita à análise sectorial, em maio de 2025, todos os principais segmentos do retalho registaram reduções no volume de negócios. Na área do euro, o recuo foi de 0,7% nos produtos alimentares, bebidas e tabaco; 0,6% nos produtos não alimentares (excluindo combustíveis automóveis); e 1,3% no combustível para automóveis em lojas especializadas. No conjunto da União Europeia, as descidas foram de 0,8%, 0,7% e 1,2%, respetivamente.
Entre os Estados-Membros com dados disponíveis, a Suécia registou a maior quebra mensal (-4,6%), seguida da Bélgica (-2,5%) e da Estónia (-2,2%). Em contraciclo, Portugal destacou-se ao liderar os aumentos, com um crescimento de 2,1%, logo seguido da Bulgária (+2,0%) e de Chipre (+1,0%).
Comparação anual: sinais de crescimento em quase todos os sectores
Apesar do abrandamento mensal, a comparação com maio de 2024 revela sinais de recuperação no retalho europeu. O índice de vendas a retalho corrigido do calendário aumentou 1,8% na área do euro e 1,9% na UE.
Por sectores, o crescimento anual na área do euro foi de 0,5% nos produtos alimentares, bebidas e tabaco, 2,4% nos produtos não alimentares (exceto combustíveis), e 2,8% no combustível automóvel em lojas especializadas. Para a totalidade da União Europeia, as subidas foram de 0,2%, 2,8% e 3,3%, respetivamente.
Variações anuais por país: Chipre, Bulgária e Luxemburgo em destaque
Observando a evolução anual por Estados-Membros, Chipre registou a maior subida anual no volume do comércio retalhista (+7,9%), seguido pela Bulgária (+7,2%) e Luxemburgo (+6,3%). Em sentido contrário, as maiores quebras anuais foram observadas na Finlândia (-2,2%), Letónia (-1,9%) e Suécia (-1,8%).
Em resumo, apesar das quebras registadas em maio de 2025, o comércio a retalho europeu apresenta sinais de recuperação sustentada face ao ano anterior, com Portugal a destacar-se pelo crescimento mensal, contrariando a tendência descendente observada na maioria dos países da UE.









