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75% dos portugueses recorreriam à tecnologia para melhorar as suas capacidades físicas e cognitivas

Foto Shutterstock

O conceito de Human Augmentation, que pode ser definido como o processo de aperfeiçoamento/melhoria das habilidades humanas (físicas e mentais) através da tecnologia, estava, até há pouco tempo, reservado ao palco da ficção científica. Contudo, à medida que a digitalização se tem tornado uma realidade dos nossos dias, transversal a inúmeros sectores, também este tema tem ganho um novo fôlego.

Um estudo recente da Kaspersky, que inquiriu 14.500 pessoas em 16 países, revela um entusiamo generalizado pela tecnologia de Human Augmentation. Esta mesma investigação concluiu que os portugueses, à semelhança dos inquiridos noutros países, não estão 100% satisfeitos consigo próprios, pois só 4% afirmou que não melhoraria nenhum aspeto no seu corpo.

Por outro lado, 75% dos portugueses mostraram-se recetivos em melhorar as suas capacidades físicas e mentais, recorrendo a implantes tecnológicos no seu organismo, temporária ou permanentemente.

Da amostra global, verifica-se que os italianos são a população mais interessada no Human Augmentation (81%), enquanto os britânicos são a nacionalidade mais cética relativamente a esta tecnologia (33%).

 

Dúvidas

Além disso, seis em cada 10 portugueses acredita que o Human Augmentation será usado para o bem da sociedade e quase dois terços (64%) crê no seu impacto positivo para melhorar a qualidade de vida, defendendo ainda que o ser humano deve ter liberdade de alterar o seu corpo conforme desejar (41%).

Apesar desta perceção positiva, persistem algumas dúvidas. Por exemplo, os portugueses que participaram no inquérito temem que o Human Augmentation seja um avanço tecnológico ao alcance apenas das pessoas com elevadas posses monetárias (45%), 26% receia que possam dar-se complicações técnicas ao nível do funcionamento dos elementos tecnológicos implantados, enquanto para 20% dos portugueses o principal medo é que os seus corpos possam ser hackeados por cibercriminosos.

Para Marco Preuss, diretor europeu da GReAT, equipa de investigação e análise global da Kaspersky, “o Human Augmentation é uma das principais e mais importantes tendências tecnológicas hoje em dia. Estamos a assistir a uma ampla gama de aplicações práticas desta tecnologia, nomeadamente nas áreas da saúde, serviços sociais, desporto, educação ou transportes. Os exoesqueletos para bombeiros e outros profissionais de resgate ou o bioprinting de órgãos são alguns exemplos. Contudo, não podemos esquecer – como em tudo o que envolve tecnologia – são necessários padrões de segurança comuns para garantir que se tira todo o potencial do Human Augmentation, minimizando ao máximo os riscos”.

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