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França quer banir a Black Friday

Foto Shutterstock

França está a considerar banir a Black Friday, no âmbito da lei anti desperdício, não obstante, este ano, ter-se atingido um novo recorde de 57 milhões de pagamentos com cartão.

Este valor é consideravelmente maior que os 50,3 milhões registados em 2018. Em termos de valor, os analistas estimam também um recorde de 5,9 mil milhões de euros, mais 4% que no ano passado.

Desde que a Black Friday começou a ser assinalado, em França, em 2013, não tem parado de crescer. Contudo, a 9 de dezembro, o parlamento francês irá votar uma proposta para banir este evento de vendas, assim como a Cyber Monday. A proposta da antiga ministra Delphine Batho quer acrescentar uma adenda à existente lei anti desperdício. A atual ministra da Transição Ecológica, Elisabeth Borne, também já alertou para as consequências negativas desta ação promocional. “Não conseguimos reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e promover o consumo desenfreado, ao mesmo tempo. Acima de tudo, necessitamos de consumir melhor”, disse ao Le Parisien.

A proposta quer que estes eventos sejam considerados “práticas comerciais agressivas”, punidas por lei em França com sentenças de prisão até dois anos e multas até 300 mil euros. Os proponentes apoiam-se num estudo da associação de consumidores UFC-Que Choisir, que mostra que o desconto por cliente não supera os 2%, em média, e que os consumidores realmente não beneficiam destas promoções, uma vez que existe um aumento dos preços nos dias anteriores.

A autoridade da publicidade francesa, a ARPP, por sua vez, não está a favor da proposta de proibir este tipo de ações promocionais. No seu entender, já existe um quadro legal suficiente e a mesma poderá entrar em conflito com a legislação europeia.

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