O mercado de bens de grande consumo em Portugal manteve uma trajetória de crescimento na quadrissemana 9-12 de 2026 (24 de fevereiro a 22 de março), registando uma subida de 5,6% em valor face ao período homólogo.
O desempenho confirma uma desaceleração face ao início do ano, mas ainda acima do registado em março de 2025 (+4,6%).
Os dados do relatório “Scantrends” da NielsenIQ mostram também um reforço do peso das marcas próprias, que continuaram a crescer acima das marcas de fabricante e a alargar o diferencial competitivo.
Marcas próprias continuam a ganhar terreno
Na análise global do mercado FMCG, as marcas próprias cresceram 7,3%, enquanto as marcas de fabricante registaram uma subida de 4%.
Os dados evidenciam uma tendência consistente ao longo das últimas quadrissemanas, com as marcas próprias a apresentarem ritmos de crescimento superiores de forma contínua.
Alimentação abranda, mas mantém crescimento
A categoria de alimentação cresceu 6% nas quatro semanas em análise, registando o ritmo mais baixo dos últimos 12 meses. Ainda assim, manteve uma evolução positiva.
Neste segmento, as marcas próprias voltaram a destacar-se, com um crescimento de 7%, acima dos 4,7% registados pelas marcas de fabricante.
Bebidas com crescimento sólido
A categoria de bebidas registou uma subida de 5%, sustentada sobretudo pelo desempenho das marcas próprias, que cresceram 9,5%.
As marcas de fabricante apresentaram um crescimento de 3,5%, refletindo uma desaceleração face aos períodos anteriores.
Higiene do lar mantém ritmo
Os produtos de higiene do lar cresceram 5,6%, com as marcas próprias a registarem um crescimento de 8,3%.
As marcas de fabricante estabilizaram, com um crescimento de 3%, após períodos anteriores de recuperação mais acentuada.
Higiene pessoal recupera, mas mantém assimetria
Na categoria de higiene pessoal, o crescimento fixou-se nos 3,9%, evidenciando sinais de recuperação.
As marcas de fabricante cresceram 1,5%, invertendo a tendência de contração, enquanto as marcas próprias mantiveram um desempenho mais robusto, com uma subida de 7,5%.
Supers grandes continuam a liderar crescimento por canal
Na análise por canais, os supermercados de grande dimensão mantiveram o maior peso no consumo total e registaram crescimentos superiores, com uma subida próxima dos 8,8% na quadrissemana.
Os hipermercados apresentaram um crescimento mais moderado (2,3%), enquanto os supermercados pequenos aceleraram para 3,6%.
O canal de livre serviço continuou em contração, ainda que com menor intensidade (-2,1%).
Os dados indicam um mercado ainda dinâmico, mas com sinais de ajustamento nalgumas categorias, nomeadamente na alimentação, onde o ritmo de crescimento abrandou.
Ao mesmo tempo, a consistência do crescimento das marcas próprias confirma a sua relevância crescente no consumo das famílias portuguesas, assumindo-se como principal motor de crescimento do sector.







