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Aumento do preço do azeite custa aos consumidores europeus mais 230 milhões de euros

O preço do azeite na Europa encareceu, em média, 20% no ano passado. Segundo a análise da IRI, a razão para este aumento foi, por um lado, uma bactéria que afetou mais de um milhão de olivais em Itália e, por outro, a má colheita em Espanha em 2014, principal produtor de azeitona.

Os fabricantes e retalhistas estão a aumentar o preço do azeite para compensar a subida do preço das matérias-primas, o que se traduziu em 230 milhões de euros adicionais que o consumidor europeu teve de desembolsar. Consequentemente, as vendas em valor da categoria aumentaram 10%, com a faturação a atingir os 2.700 milhões de euros.

O aumento dos preços foi mais notório em Espanha, em Itália e na Grécia, onde o azeite encareceu 29%, 21% e 17%, respetivamente. A subida foi particularmente sentida nos últimos meses do ano e impactou as vendas em volume em todos os países, exceto em Itália, onde houve um ligeiro crescimento de 1%. Em Espanha e na Grécia a queda foi mais evidente e de, respetivamente, 18% e 7%.

Em todos os países analisados, exceto no Reino Unido, a variação do preço do azeite de marca própria foi igual ou superior à da categoria. Neste caso, os consumidores optaram pela melhor alternativa em termos de preço. O aumento dos preços nas MDD teve pouco impacto no seu consumo, que reduziu meio ponto, embora se possam encontrar diferenças entre os vários mercados. Em Espanha, por exemplo, onde a marca própria supera 60% das vendas em valor, a sua quota de mercado aumentou três pontos, tanto em volume como em valor, alcançando uma faturação de 594 milhões de euros, não obstante o aumento do preço ter sido similar para as marcas de distribuidor (30%) e para as marcas de fabricante (29%). No Reino Unido, a quota de mercado da MDD em volume aumentou cinco pontos face a 2014, o maior aumento entre todos os países analisados, devido ao encarecimento em 6,1% das marcas de fabricante, já que as marcas próprias desceram o preço em 2%. Já em França aconteceu o contrário: o aumento do preço só aconteceu nas MDD, fazendo com que a sua quota tenha encolhido sete pontos.

De acordo com Anne Lefranc, diretora europeia de marketing da IRI, o azeite, um produto básico nos países do sul da Europa, parece ter-se convertido num produto premium. “Este encarecimento pode também repercutir-se nas vendas de outras categorias e até distorcer o aumento do preço médio dos produtos de grande consumo, em países como Espanha”, comenta. “O aumento dos preços está a acarretar um gasto extra para os consumidores que ainda não equilibraram os seus orçamentos. Fabricantes e retalhistas devem rever as suas estratégias de preço, promoções e sortido para determinar o impacto nas vendas da categoria e no cesto de compras”.

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