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APECATE procura unir empresários do sector dos eventos

Ciente do impacto da conjuntura atual no sector dos eventos, a APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos está empenhada em ter um papel ativo no acompanhamento da situação e na construção de medidas de combate. Até ao dia de hoje, os dados recebidos pelos associados APECATE apontam para mais 90% de eventos cancelados, envolvendo cerca de 30 mil trabalhadores diretos, sem contar com os eventuais, os conhecidos recibos verdes. “Queremos, em primeiro lugar, ouvir os empresários, ter acesso a dados que nos permitam uma análise do impacto que o sector está a sentir. Sejam associados ou não da APECATE, queremos os empresários connosco. Estamos numa situação excecional, quanto mais unidos estivermos, mais força conseguiremos dar ao sector eventos, que é um dos primeiros a ser afetado”, partilha António Marques Vidal, presidente da APECATE.

A preservação dos empregos e manutenção das empresas abertas são as duas grandes linhas de ação da APECATE no panorama atual. “O Governo tem tido grande abertura, todos os dias ouve as nossas sugestões e propostas, analisa e vai tomando algumas das medidas que avançamos. Algumas, mas não todas. Consideramos que muitas das medidas já comunicadas poderão ainda não estar totalmente fechadas, poderão ir sendo complementadas, daí que precisemos de trabalhar diariamente”, refere António Marques Vidal. “Acreditamos que a solução passará obrigatoriamente por uma concertação entre as ideias do Foverno e as preocupações dos empresários”, finaliza.

Para a APECATE, é necessário esclarecer algumas medidas já anunciadas, como o caso do recurso ao lay-off e micro crédito, por exemplo. A associação acredita, no entanto, que há ainda muito a ser feito e destaca algumas medidas a serem tomadas no imediato para a sobrevivência das empresas, como viabilizar o não pagamento de impostos (IVA/TSU/IRS) ou adiamento do seu pagamento sem juros, já a partir de março, abertura de linhas de crédito imediato dirigido a micro-empresas, médias-empresas e nano empresas, possibilitar períodos de carência a empresas que tenham investimentos/dívidas à banca e, por fim, colocar em formação remunerada IEFP profissionais freelancers/recibos verdes (que representam um número elevadíssimo de profissionais que fica sem qualquer apoio).

No futuro, o sector dos eventos, “congressos e animação turística serão certamente determinantes no arranque da economia“, daí que a APECATE esteja já em conversações com os órgãos competentes para definir estratégias para a retoma da economia, que envolvem campanhas de comunicação internas e externas, bem como ações mais concretas de rentabilização e criação de novas ofertas, aproveitando espaços atualmente devolutos em espaços para eventos, nomeadamente em Lisboa e Porto.

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