Mercadona "arrasa" a concorrência

9 FEVEREIRO 2018
Chega a Portugal em 2019 a cadeia que “arrasou” toda a concorrência em Espanha. Se já era líder indiscutível, em 2017, pisou ainda mais no acelerador e ficou perto de triplicar a distância para o concorrente mais próximo, de acordo com os dados da Kantar Worldapanel.

Com uma quota de 24,1%, a Mercadona a “tornar-se cada vez mais numa loja de moda” em Espanha, como sublinha Florencio García, especialista em distribuição da Kantar Worldpanel. A “constante renovação e modernização dos espaços”, juntamente com “a forte aposta nos produtos frescos” estão na base do seu sucesso. De acordo com os dados, a Mercadona vende 20% de todos os produtos frescos consumidos em Espanha. 90% dos lares espanhóis compraram pelo menos uma vez nas suas lojas.

A cadeia valenciana conseguiu, em 2017, 1,2 pontos mais que no ano anterior, o que é o maior crescimento dos principais grupos do sector. Ganhou terreno face à concorrência, quase triplicando a distância para o Carrefour, o concorrente mais direto, detentor de uma quota de 8,7% e com um crescimento de 0,2 pontos, graças ao impacto dos hipermercados adquiridos à Eroski e à aposta na proximidade. Seguem-se DIA e Eroski, que caíram 0,3 pontos e alcançaram quotas de 8,2% e 5,6%, respetivamente. O Lidl mantém-se como a quinta empresa do sector, com 4,3%, ganhando quota graças à sua aposta nas marcas próprias gourmet e de cosmética, assim como na alimentação biológica. A Auchan (Alcampo) encerra a lista das maiores empresas, perdendo 0,1 pontos, para os 3,5%.

À exceção da Mercadona, todas as principais cadeias retalhistas de Espanha lançaram novas insígnias em 2017, com o objetivo de entrar em novos segmentos. Carrefour Bío, Dia&Go, Mi Alcampo Rapid são alguns exemplos destas novas apostas, que, de acordo com a Kantar Worldpanel, deverão consolidar-se este ano.

O reforço da liderança da Mercadona acontece também no online, segmento que continua a evoluir bem em Espanha, onde representa 1,3% do negócio de Fast Moving Consumer Goods (FMCG). “Existem, contudo, alguns obstáculos em Espanha, como os produtos frescos ou a procura de uma atenção especializada”, assegura Florencio García.