Auchan investe 90 milhões de euros nos próximos 2 anos em Portugal

Auchan investe 90 milhões de euros nos próximos 2 anos em Portugal

3 JANEIRO 2018
O Grupo Auchan vai investir, nos próximos dois anos, cerca de 90 milhões de euros em Portugal. Mais de metade deste montante será destinado à remodelação do parque de lojas.

De acordo com o Expresso, apenas 40% do orçamento terá como finalidade a abertura de novos pontos de venda. A estratégia da Auchan passa por ter vários formatos de loja nas localizações onde já tem clientes.

No ano passado, o grupo francês direcionou 2,7 milhões de euros na remodelação da loja de Matosinhos. “Em março fizemos a loja de Olhão, em que gastámos mais de um milhão”, disse ao Expresso Pedro Cid, diretor geral da Auchan Retail Portugal. Faro, Figueira da Foz e Alfragide serão os próximos hipermercados a remodelar. Cascais, que marcou a entrada da Auchan em Portugal, há 46 anos, deverá entrar em obras em 2019.

A escolha dos pontos de venda a remodelar não tem necessariamente que ver com a sua antiguidade. “Tem que ver com as lojas que mais precisam e que mais podemos adaptar às necessidades de determinadas áreas de influência, nomeadamente se têm, por exemplo, uma área de produtos frescos maior e a de produtos biológicos e avulso menor ou se têm a área do têxtil. Isso tem muito que ver com o perfil do cliente em cada loja, com aquilo que fizemos no início e que temos de adaptar à atualidade”.

Com a prioridade dada à remodelação do parque de lojas, menos de metade do investimento será destinada a novas aberturas, designadamente da nova insígnia MyAuchan. “Às vezes tenho dificuldade em explicar às minhas equipas de oito mil pessoas porque é que, em vez de gastarmos dois milhões de euros na loja de Alfragide, não gastamos só um milhão e abrimos mais uma MyAuchan. Isto acontece porque nos interessa mais o crescimento sustentável do que o crescimento orgânico”, defende o responsável que explica que as lojas MyAuchan só abrirão onde houver um Jumbo na área de influência.

Este conceito de ultra proximidade ainda não tem grande expressão nas vendas do grupo. Pedro Cid refere que se trata mais de acompanhar o cliente noutro percurso de compra. Assim como o comércio eletrónico, outra das apostas. “Neste momento temos um site com cerca de 45 mil a 48 mil referências, que dá para fazer todas as compras, alimentares e não alimentares. Estamos a trabalhar numa aplicação que permite a compra rápida e a testar na loja de Évora as entregas numa hora, com três mil referências”.