9 tendências chave do retalho em 2022

9 tendências chave do retalho em 2022

13 OUTUBRO 2017
São nove as tendências que a i.e. Retail antevê no mundo do retalho em 2022. “Todos os dias, aparecem novas ideias. Muitas ainda estão por aparecer. Outras, por melhor intencionadas, falham em eficácia e crédito”, diz a consultora.

A primeira tendência observada pela i.e. Retail é a da ética. Os produtos “sem” estão hoje amplamente disponíveis nos lineares, mas a ética engloba outros parâmetros, como a origem local e a sustentabilidade do planeta. Do alimentar à moda, a ética é considerada logo no lançamento de um produto. “Se este ou os seus ingredientes estão na primeira linha de análise, convém, no entanto, considerar que questões como as condições laborais ou as práticas de gestão são também objeto de exame por parte do consumidor”, diz a i.e. Retail.

Outra tendência é a do Smart Living. Equipamentos como o botão Dash da Amazon, os dispositivos controlados por voz ou conectados proporcionam novas formas do retalho “entrar em casa” dos clientes. “As compras não emocionais serão um dia completamente automatizadas, oferecendo ao consumidor mais tempo para as suas compras emocionais ou ricas em experiência”.

A terceira tendência é a da fidelização, que com as novas gerações de consumidores deixa de ser adquirida. “O melhor caminho para a fidelização de um consumidor a uma insígnia é, por um lado, o da experiência e, por outro, o do preço. Hoje, a fidelidade a uma marca é medida pelo indicador ‘experiência por metro quadrado’”.

Indicador este que é, precisamente, a quarta tendência e que não é, de modo algum, uma novidade. “A IKEA sempre se aproximou aos seus consumidores através da sua imaginação, a Story, em Manhattan, vende histórias, a Hartville Hardware constrói casas dentro das lojas, o jardim de ervas aromáticas da Albert Heinj dá todo um novo significado à noção de frescos. Inovações recentes dão vida à experiência. É o caso dos supermercados da Alibaba na China, as lojas Hema, onde a compra é uma mescla de produto e serviço”.

A quinta tendência avançada pela i.e. Retail é exemplificada com o conceito de lojas sem caixa Amazon Go ou o distribuidor automático de pizzas Pizza ATM da Paline. Os supermercados tradicionais devem cada vez mais organizar os seus lineares por ocasião de compra, ao invés da categoria.

Uma boa utilização dos dados do cliente pode revolucionar uma insígnia. A sexta tendência diz, então, que o consumidor deve ser colocado no centro do ecossistema do retalho. Transformar os dados em informação e, por sua vez, esta informação em saber e em ações permite melhorar a relação com o consumidor.

As novas tecnologias podem também permitir que os lineares entrem em diálogo direto com os “shoppers”. “A loja do futuro da Coop Italia, com os seus lineares interativos, demonstrou que o supermercado não é incompatível com tecnologia, permitindo aos lineares comunicar, informar e interagir com o consumidor”.

Outra tendência é a da inteligência artificial. O Fórum Económico Mundial antecipou que alguns empregos no sector do retalho possam desaparecer, face à introdução de veículos autónomos e drones. A realidade virtual permite a um consumidor visitar um ponto de venda e interagir com as marcas e produtos, tomando a sua decisão de compra, não obstante o local onde se encontre.

A nona e última tendência está a ser catalisada por empresas como a Amazon, Uber ou Netflix, que estão a potenciar uma completa mudança no ato de consumo, ao acelerarem a tendência do “Do it for me”. Se a experiência vale a pena, o cliente gosta de ser ele próprio a tratar de todo o processo. Caso assim não seja, prefere que façam por ele. No retalho, esta tendência materializa-se nos clientes que gostam de cozinhar as suas refeições, mas pedem ao retalhista que faça o picking, a embalagem e a entrega dos ingredientes que vão usar.