82% dos portugueses preferem comprar produtos certificados e com selos de qualidade

13 OUTUBRO 2017
De acordo com as conclusões do estudo do Observador Cetelem sobre “Consumo na Europa: Novos Caminhos para a Confiança”, 82% dos inquiridos portugueses têm mais confiança nos produtos com rótulo ou certificação.

Os vendedores profissionais, com 86% de menções por parte dos consumidores nacionais, a qualidade da marca, com 77%, e a boa experiência com o produto, referida por 51% dos inquiridos, são as principais condições para conquistar a confiança dos portugueses numa marca.

Para 55% dos inquiridos nacionais, os produtos com origem no comércio justo, com referência na etiqueta da origem protegida ou detentores de etiquetas biológicas merecem maior confiança, enquanto 27% assumem-se entusiastas e asseguram que estas referências dão-lhes muito mais confiança no produto.

Já 18% não fazem qualquer distinção entre produtos certificados ou não certificados. Refira-se que, no total dos 15 países inquiridos neste estudo, os consumidores nacionais estão mesmo entre aqueles que maior atenção prestam à rotulagem e certificação, apenas ultrapassados pelos búlgaros, com 84%. No oposto encontram-se os checos, com apenas 49%, e os britânicos, com mais um 1%.

Para que uma marca consiga conquistar a confiança dos consumidores, 86% consideram que os vendedores profissionais são fator primordial. Também a qualidade do produto, com 77%, e uma boa experiência anterior, referida por 51% dos inquiridos, são condições apontadas como necessárias para uma maior confiança por parte dos portugueses.

Na globalidade dos países que integram estudo do Observador Cetelem Consumo 2017, 78% aponta a importância dos vendedores profissionais como vetores fundamentais para potenciar a confiança numa marca (menos seis pontos percentuais que os valores nacionais). Já a qualidade dos produtos é referida por 69% dos consumidores dos 15 países (menos 8% que no caso específico de Portugal) e 52% indicam a boa experiência com o produto (mais um ponto percentual que no caso dos consumidores portugueses).

Ainda quanto às premissas necessárias para conquistar a confiança numa marca, menção, no caso de Portugal, para o serviço pós-venda, com 34% de referências (acima da média, que não passou dos 27%); a reputação e imagem dos produtos, aspeto referido por 31% dos consumidores nacionais inquiridos, embora, neste caso, abaixo da média do estudo, que atingiu os 37%; e o historial da marca, em especial a sua longevidade, com 29% de respostas nesse sentido (mais 3% que a média global).