Insolvências continuam em quebra

12 OUTUBRO 2017
As insolvências diminuíram 21% em setembro face a igual período de 2016. No acumulado do ano, o número total de empresas insolventes em Portugal teve uma redução de mais de 18%.

Com 503 empresas insolventes, o mês de setembro registou uma diminuição no número de insolvências. O total acumulado do ano continua a apresentar-se abaixo dos valores registados nos dois últimos anos, com menos 962 insolvências em relação a 2016 (decréscimo de 18,3%). Em setembro foi declarada a insolvência de 2.256 empresas, menos 142 que em igual período ao ano passado (decréscimo de 5,9%).

Os restantes tipos de ações de insolvência também diminuíram, mas de forma ainda mais significativa. As declarações de insolvência requerida tiveram uma redução de 25,4% (menos 359), enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas tiveram uma diminuição de 34,1%; em termos absolutos, foram apresentados menos 465 pedidos de insolvência pelas próprias empresas.

O distrito de Lisboa apresentou um total de 1.261 insolvências (menos 1,3% que em 2016) e o Porto segue na segunda posição, com 847 insolvências. No entanto, a cidade Invicta registou uma diminuição de 26,9% em relação ao ano passado. Os distritos de Braga e Coimbra tiveram uma diminuição significativa no número de insolvências, com decréscimos de 26,8% e 45,1% respetivamente.

Em polo oposto, a região da Madeira apresenta um aumento no número de empresas insolventes, mais 8,5% que em 2016. Exceto o sector das telecomunicações, com um aumento de 14,3%, todos os sectores de atividade apresentaram quebras de dois dígitos percentuais face a igual período do ano passado.

Os sectores com variações percentuais mais significativas até setembro são a indústria extrativa (menos 53,8%), a eletricidade, gás e água (menos 43,5%), o comércio a retalho (menos 32,5%), o comércio de veículos (menos 22,9%) e a agricultura, caça e pesca (menos 22,4%). Em termos absolutos, os sectores com maior redução no número de empresas insolventes são o comércio a retalho (menos 265 empresas), a construção e obras públicas (menos 153), a indústria transformadora (menos 147), os outros serviços (menos 121) e o comércio a grosso (menos 111).

Em setembro, foram constituídas 3.189 novas empresas, mais 142 que em igual período do ano passado, o que se traduz num aumento de 4,6%. No acumulado ao ano, registou-se igualmente um aumento de 8,4%, com um total de 30.969 novas empresas criadas até setembro.

Lisboa registou o número mais significativo de novas constituições, 10.261, valor que traduz um aumento de mais de 33% face a 2016. O Porto surge na segunda posição, com 5.369 empresas (mais 17,3%), seguido de Braga, com 2.273 empresas (mais 7,3%), Setúbal, com 2.114 empresas (mais 6,8%), Faro, com 1.735 empresas (acréscimo de 5,6%), e Aveiro, com 1.502 empresas (mais 4,9%). Os sectores com maior peso são os outros serviços (aumento de 46,1%), a hotelaria/restauração (mais 12,4%), o comércio a retalho (mais 9,1%) e a construção e obras públicas (mais 8,7%). A maior parte dos sectores continua a manter o seu peso nas constituições.